quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A sala de aula: o ilimitável das limitações

























Atividades que não podiam deixar de postar: uma apresentação teatral com os alunos das oitava séries "A" e "B", da Escola Municipal Anselmo Cordeiro Guimarães - Santa Cruz-PE, sob a orientação das professoras Oriana e Dvanete, em que aplicaram duas oficinas - TP3. A princípio, foi feito a interpretação da fábula "A cigarra e a formiga" - boa e a má , a partir de uma encenação, onde a professora Oriana sentiu-se satisfeita com o resultado, visto que a turma se empenhou bastante, confeccionando em conjunto um belíssimo cenário. Após as apresentações, fizeram a comparação dos textos, onde houve a participação de todos expondo sua opinião diante do desfecho dos personagens. E, consequentemente, os alunos criaram uma outra versão para a fábula.

"foi divertido e alguns demonstraram muita criatividade e imaginação"

Dando continuidade, foi confeccionado uma caixa mágica com fantoches surpresas, feitos com palitos de picolés e gravuras, utilizando de duas formas/técnicas:

  • os alunos retiravam um fantoche e contavam uma história, um acontecimento, um poema, enfim, de acordo com a gravura utilizava um gênero textual;
  • o primeiro aluno do círculo (eles se encontravam em semi círculo na sala de aula) retirava um fantoche e começava uma narrativa e os colegas davam continuidade.
Dessa forma, a professora trabalhou vários gêneros textuais produzidos ou relatados pelos alunos. Além disso, foi possível também trabalhar com coesão e coerência, visto que a segunda atividade proporcionou esse estudo, uma vez que, é muito difícil dar continuidade ao pensamento do outro, disse a professora Oriana.
As oficinas aplicadas, permitiu a interação, contribuindo tanto na aprendizagem dos educandos, como diz a professora Oriana, "como também na minha formação como educadora, pois me permitiu inovar minhas aulas tornando-as prazerosas e ricas em aprendizagens".

Sucesso,
Betânia.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Momentos da Oficina - TP4












Realizamos, no dia 29 de agosto (sábado) de 2009, a quarta oficina do GESTAR II - Português e Matemática - em Santa Cruz - PE, tendo como base o caderno Teoria e Prática - TP4 - Leitura e Processo de Escrita 1, atentando para o fato de que a cultura, usos e funções sociais da leitura e escrita se tornam importantes instrumentos para trabalhar a partir de uma perspectiva de letramento. Nesse processo de ensino aprendizagem, o professor como mediador pode organizar situações em que levem o aluno a produzir conhecimento, experimentando e observando o mundo da leitura e da escrita à sua volta (eventos de letramento). Dentro dessa perspectiva, utilizei "flashcards" contendo (eventos de letramento) a partir do livro BRASIL DAS PLACAS - VIAGEM POR UM PAÍS AO PÉ DA LETRA - José Eduardo Camargo e L. Soares, que por sinal, mostra-se um projeto belíssimo, desenvolvido pelos autores mostrando a riqueza e as funções comunicativas e finalidades da leitura, para que relacionem o letramento com as práticas de cultura local. Essa atividade possibilitou ao mesmo tempo fazermos um "passeio" pelo campo semântico em que se inserem essas palavras e também proporcionou a junção de duplas para ligar a finalidade principal que é a interação entre os presentes. Após, questionei com os cursistas as seguintes perguntas: SOMOS TODOS LETRADOS? VIVEMOS EM UM PAÍS LETRADO? Para complementar a discussão da oficina, passei os vídeos: "O que é letramento? de Magda Soares e "Cenas de Letramento" para perceberem o verdadeiro sentido do letramento. As discussões acerca do tema em questão foi bastante motivador, abriu espaço para o desenvolvimento das competências de leitura e escrita. Os cursistas leram os depoimentos de Patativa do Assaré e Paulo Freire (pág.18-19-20) contando as suas práticas de leitura/escrita: a) Quais as recordações que cada um dos autores, hoje consagrados em nossa cultura, trazem sobre o seu aprendizado da leitura-escrita?O que há de comum nas suas experiências? b) A partir dos relatos, quais os elementos contextuais, nos ambientes que os cercavam, que ajudavam os autores a aprender a ler o mundo? c) Descreva algumas características desses textos (relação com a oralidade, os dialetos locais, o gênero, entre outras possíveis). Na sua opinião, a partir da leitura desses textos, os autores utilizam a escrita para quê? e responderam também as questões das páginas 48 e 49 (letras a,b,c,d).Entreguei também uma ficha contendo os passos para se fazer um memorial.
No segundo momento, passei os "slides" da composição do TP4 e tema a ser desenvolvido: diversidade cultural: cultura, identidade e conflitos. Em seguida, solicitou-se aos cursistas que lessem o poema "Cidadezinha qualquer" de Carlos Drummond de Andrade e elaborassem propostas de atividade para cada série específica. Foi um momento bastante significativo, onde houve debate acerca das questões colocadas pelos grupos, que até instigou o professor Jackson Amorim a fazer um poema sobre a cidade de Santa Cruz. Eis o produção do poema:
O nome de Santa Cruz
Foi originado assim
Por dois homens visitando
Eram os frades capuchinhos.

Por motivo de oração
Muita gente os visitou
E uma cruz para devoção
Nessa região ficou.

Os vaqueiros campeando
Acharam a cruz tão bela
E montados em seus cavalos
A conduziram em suas selas.

Mais como era segredo
Que só Deus autorizou
Ao construir a capela
A vila se originou.

Essa terra virou santa
Tem cultura e diversão
É cidade hospitaleira
Aqui do nosso sertão.

Tu que plantas humildade
O que colhes é amor
Salve!Salve!Santa Cruz
Nosso Deus te abençoou.

O quarto momento, reservou-se para a socialização das atividades do "Avançando na prática" e do compromisso em realizar as oficinas e entrega dos relatórios.
De início, confesso que me senti desestimulada com relato dos cursistas:
"não deu tempo de realizar a oficina, pois estive de atestado médico"
"as comemorações e eventos da escola(dia dos pais, dia dos estudantes) não permitiu a realização"
"não deu tempo..."

Mas em compensação, outros trouxeram as atividades e o restante ficou para realizar e entregar os relatórios. Os relatos mostram que a postura tanto dos alunos quanto os professores revela uma mudança e esforço visível para a melhoria da aprendizagem. Dentre essas ações positivas, esperamos que isso reflita na prática do professor, nos dirigentes escolares para que mergulhem e abracem dando seu apoio nessa proposta. Lembrando também que a carga horária maior é semipresencial e requer de estudos individuais. Aproveito este momento para reforçar o compromisso, e dedicar mais tempo aos estudos, para assim, construirmos juntos propostas para desenvolvermos no ano letivo de 2010.
O ponto de partida das "Lições de Casa" estava presente em quase todas as apresentações, as fábulas "A cigarra e a formiga - boa e a má" - para leitura, interpretação e simulação de júri. A professora Claudevânia (8ª série E) da Escola Anselmo Cordeiro Guimarães, trabalhou um texto extraído da revista mundo jovem "O mundo do trabalho" para discussão e posterior produção de um texto sobre a importância do estudo na vida profissional feita pelos alunos.
A professora Solange (6ª série H) da Escola Anselmo Cordeiro , fez estudos de interpretação da música "Cidadão" de Zé Ramalho questionando-0s: Qual o objetivo do compositor ao compor esta música? O que está explícito na letra da música? Após este questionamento foi dividido a turma em dois grupos para responderem: O que é trabalho?Depois de todos os integrantes colocarem a sua resposta, comparou trabalho a lazer. Finalizaram os grupos produzindo um texto sobre a vida de um profissional, ou mesmo, sobre o que é trabalho.
Para falar nas sequências tipológicas, a professora Conceição da Escola Honorato de Souza Mendes (zona rural) utilizou nas turmas de 5ª e 7ª séries a descrição. Pediu que descrevessem um objeto para que a outra equipe advinhasse.

PRODUÇÕES DOS ALUNOS

ADVOGADO DE DEFESA DA FORMIGA MÁ
A formiga má está certa na hora de negar abrigo para a cigarra devido ter-lhe atormentado com sua cantoria constante, deixando suas tardes de cochilo irritantes, pois ela não parava de cantar. Em vez de a cigarra ficar cantando o tempo todo, ela deveria se preocupar em construir sua casa e colocar alimentos para poder sobreviver no mau tempo, e não depender de ninguém. A sua morte serviu de exemplo para outras cigarras, pois elas devem se preocupar com as suas vidas e não ficarem só se divertindo, pois a vida não é só de divertimentos e sim, também de trabalho.

ADVOGADO DE ACUSAÇÃO

A formiga má deve ser condenada, pois negou comida à cigarra deixando-a morrer de fome, e não teve dó da cigarra, em que ela cantava com alegria, e a formiga tinha inveja, já que não sabia cantar e não a ajudou na hora que mais precisava.

JURADOS
Devido o egoismo, a inveja, a avareza da formiga, nós decidimos após a explanação dos advogados de defesa e acusação, mudou um pouco a nossa decisão, e que a cigarra preguiçosa não trabalhou pelo seu pão e teto, mais a inveja da formiga também a impediu de ajudar a cigarra. Por decisão dos jurados à ré será condenada a ajudar outras cigarras que necessitam. E por ter acomodado a cigarra, ter sido um ombro amigo, decidimos absolver a formiga boa, e que a cigarra cantará sempre para elas, para aliviar o trabalho, e alegrar o dia. Assim termina nosso julgamento.

O AGRICULTOR E A VIDA NO CAMPO

A vida no campo é mais tranquila e é bastante diferente da vida na cidade. Os moradores do campo vivem longe da poluição, do trânsito e do movimento da cidade. Eles levantam bem cedo, ainda de madrugada para trabalhar nas plantações e cuidar dos animais.
O homem do campo aprende a observar e a conhecer a natureza, pois ele está em contato direto com ela, o que permite saber qual é a melhor época para plantar e para colher. Ele também consegue identificar os sinais de chuva, de seca, de geada, de ventania, e quase nunca se engana. A vida do homem e de todos os animais depende da vegetação, por isso, é necessário proteger em cada município/localidade. O tipo de vegetação mais utilizada para a criação de animais é o pasto,como exemplo o capim e a grama
. Algumas pessoas fazem desmatamento para a formação de pasto, mais isto prejudica o meio ambiente, pois aumenta a temperatura e acaba com o solo. Em locais desmatados é necessário fazer o reflorestamento, que é o plantio de árvores no local.

O agricultor cultiva vários produtos como feijão, arroz, café, algodão, milho, cana-de-açúcar, verduras, frutas e legumes. A agricultura depende do tipo de solo e do clima da região. É do solo que as plantas retiram aquilo de que necessitam para se desenvolver. A luz e o calor do sol, o solo, o ar, os animais, os vegetais, a água e o minerais são recursos naturais. O homem necessita desses recursos naturais para viver. Para melhorar suas condições de vida, modifica a paisagem natural com as suas necessidades, porém, o homem faz modificações que destroem a natureza, prejudicando a si próprio.
Alunas: Yanca, Yara, Sara, Ediene, Ana Clécia, Maria Antônia, Lindineide, Vanessa, Graciene, Gracivan, Leidiane, Cleober, Rafael, Josias.

DESCRIÇÃO:
Eu escolhi esse objeto por que muitas pessoas usam no seu dia-a-dia. Ela têm marchas, correntes, freio, duas rodas, raios, cela, guidom, apito, muitas peças. É quadrada, tem bagageiro, varão, rei de centro, catraca, luvas, dois pedais, cor vermelha. Muitas pessoas usam para carregar água, fazer passeios e muitas outras coisas. Esse objeto é uma bicicleta de marchas.

Aluna: Cinthia Viana.

MEMORIAL

É um texto narrativo, contempla a trajetória de quem o escreve. Redija seu memorial de leitor (a), buscando suas referências iniciais sobre leitura e alfabetização, suas memórias sobre o contato com os textos de sua infância.


Pré- escola à 8ª série
  • O que seus pais almejavam quando o (a) encaminharam à escola?
  • Qual foi o primeiro livro que você leu? O que mais chamava a atenção nele?
  • Que aula foi mais marcante positivamente? O que ela tinha de especial?
  • Como você percebia a biblioteca de sua escola?
Ensino Médio
  • Descreva o professor pelo qual você nutria maior afeto/admiração.
  • Que aula/conteúdo você considera ter sido de extrema importância na sua formação?
  • Que conteúdo/disciplina você considerava "inútil" à época? O que você pensa a respeito, atualmente?
  • Que leitura marcou seu ensino médio? Por quê?
Universidade/Faculdade
  • Como você se caracteriza frente aos novos conhecimentos presentes no ensino superior?
  • O que foi mais inusitado, no tocante aos professores?
  • E com relação às aulas?
  • Que leitura marcou seu ensino superior? Por quê?
Defina-se como leitor (a) no dia de hoje.


O QUE É LETRAMENTO

Letramento não é um gancho
em que se pendura cada som enunciado,
não é treinamento repetitivo
de uma habilidade,
nem um martelo
quebrando blocos de gramática.


Letramento é diversão
é leitura à luz de vela
ou lá fora, à luz do sol.


Saõ notícias sobre o presidente,
o tempo, os artistas da tv
e mesmo Mônica e Cebolinha
nos jornais de domingo.


È uma receita de biscoito,
uma lista de compras, recados colados na geladeira,
um bilhete de amor,
telegramas de parabéns e cartas
de velhos amigos.

É viajar para países desconhecidos,
sem deixar sua cama,
é rir e chorar
com personagens, heróis e grandes amigos.

É um atlas do mundo,
sinais de trânsito, caças ao tesouro,
manuais, instruções, guias,
e orientações em bulas de remédios,
para que você não fique perdido.

Letramento é, sobretudo,
um mapa do coração do homem,
um mapa de quem você é,
e de tudo que você pode ser.

Kate M.Chong (do livro "Letramento, um tema em três gêneros"Magda Soares.

Em breve, colocarei mais produções dos alunos.
Abraços, Betânia.





Cenas de Letramento

Vídeos explorados na oficina - Leitura e Processo de Escrita

domingo, 23 de agosto de 2009

sábado, 15 de agosto de 2009


Relatório das Oficinas - TP3


No dia 01 de agosto de 2009, foram realizadas mais duas oficinas do Gestar II - Língua Portuguesa com os cursistas de Santa Cruz - PE, partindo do Caderno de Teoria e Prática(TP3) Gêneros e Tipos Textuais - Unidades 9 e 10, que traz como objetivo relacionar gêneros textuais e competência sociocomunicativa, identificando características próprias de um gênero textual. Essa oficina iniciou às 08:00h no prédio da Escola Anselmo Cordeiro Guimarães.
Iniciamos o encontro com o texto "Abraçódromo" para propiciar maior integração entre os presentes, lembrando para não confundir com o "bodódromo(em Petrolina-PE): momento de descontração. No final da leitura, todos se abraçaram e com certeza sentiram-se confortáveis. Percebi assim, uma boa receptividade e alegria contagiante. Fizemos reflexões a cerca da coletividade em nosso trabalho, entendemos que precisamos de fato, estar unidos; abraçando a proposta do Gestar, cumprindo os objetivos propostos: participação, frequência e estudos. Na oportunidade, a Secretária de Educação - Francisca Timóteo - fez-se presente a manhã toda, onde expressou seu apoio a essa formação, participando e vendo de fato o Gestar II acontecendo, deixando palavras de incentivo, elogios, agradecimentos e também finalizou com informes do vestibular PROGRAPE. Em seguida, o grupo foi dividido, destinando-se às salas de Português e de Matemática.
Foi passado o video "Entre a imagem e a palavra" de Luiz Antonio Marcuschi para discussão e reflexão, enfatisando que o trabalho do professor embasou também na confecção dos TPs. Mostrei os "Envelopes da Linguagem" confeccionados e coletados por mim, e solicitei a cada grupo que selecionasse e definisse os critérios para a separação dos textos. Para dar mais sentido à dinâmica, passei o video "Gêneros textuais e Escola", explicitando a matéria. Expliquei a teoria dos gêneros textuais, que segundo Marcuschi(2003), "gênero(textual, de texto, discursivo, do discurso) - trata-se de textos orais ou escritos materializados em situações sociocomunicativas recorrentes. Como tal, os gêneros são formas textuais escritas ou orais bastante estáveis, histórica e socialmente situadas. Aprofundando mais o assunto passei os slides "Gêneros textuais: definição e funcionalidade, e fazendo também uma observação histórica do surgimento dos gêneros que, se multiplicaram nas culturas, surgindo novas formas de comunicação, tanto na oralidade como na escrita. Bakhtin (1997) já falava `transmutação`dos gêneros e na assimilação de um gênero por outro gerando novos.
Nesse momento, utilizei a mesma metodologia utilizada na formação em Recife- PE, onde entreguei uma cópia para cada cursista, o texto "Os dois garotos...."texto 8 - TP 3 unidade 9. Em seguida, pedi a um voluntário que fizesse a leitura oralmente e iniciamos comentários questionando-os: há narração no texto? onde? há descrição no texto? onde? A partir das conclusões, verificamos a heterogeneidade tipológica de texto.
GRUPO 1 - vender a casa
GRUPO 2 - comprar a casa
GRUPO 3 - tentar tombar a casa
GRUPO 4 - alugar a casa
A socialização dos grupos foi feita, com suas produções, analisando qual gênero e tipologia textual presentes. Eis as seguintes criações dos nossos cursistas:
GRUPO 1 - Vende-se uma casa com primeiro andar; estrutura ampla, com parede lateral revestida com pedras, contendo três quartos no andar superior, sendo um revestido de mármore e com closet, um escritório, sala de jantar, sala de estar, cozinha, garagem e jardim bem conservados.
Equipe: Dvanete Nunes, Meyry Laécia, Patrícia Antunes.
GRUPO 2 - O Centro de Idosos de Santa Cruz (CCI) está interessado na compra de um imóvel com jardim, uma casa ampla e com uma garagem. Preferencialmente distante, meio quilômetro da casa mais próxima, em uma área tranquila que possa proporcionar aos idosos um lazer harmonioso.
Equipe: Francisca Claudevânia, Jackson Amorim, Maria Eva
GRUPO 3 - Os garotos começam a procurar uma maneira de roubar a casa, justamente aquela pertencente à mãe de um deles.
Francisco: - Eduardo, que dia podemos chegar para que sua mãe não perceba?
Eduardo: - Calma, amigo! A minha mãe nunca está nas quintas-feiras.
Os meninos começaram a observar cuidadosamente para que nada desse errado. Começaram a fazer planos.
Francisco: - Eduardo, você fala isso, fala aquilo, mas você já decidiu como e o que vamos roubar?
Eduardo: - Nós vamos entrar pela porta lateral, que nos leva até a garagem, lá tem três bicicletas. Nós pegamos uma para cada um. A porta está sempre aberta, não vai ter problema!
Eduardo fez um mapa das passagens e tudo que havia na casa, assim, facilitaria tudo.
Francisco: - O que é que existe além das bicicletas?
Eduardo: - Na sala existem porcelanas e cristais, mais isso não me interessa, é melhor levarmos as coleções de selos do meu pai e moedas raras que deve valer muito dinheiro.
Francisco: - Eduardo, isso não vai valer muito! Só vai dar trabalho, não tem outra coisa mais importante?
Eduardo: - Sim. Acabo de lembrar que no andar de cima, onde fica o quarto da minha mãe, existe um cofre com as joias dela. Eu sei onde está a chave do cofre. Vamos agora! Vamos lá!
Os meninos seguiram todo o percurso e as instruções como planejaram, mas para o espanto, o cofre tinha alarme e em seguida foram pegos em flagrante.
Equipe: Antônia, Maria José e Solange.
GRUPO 4 - Casa com três quartos, cozinha duplex, andar superior com mais três quartos com closet, além de um espaçoso escritório. No andar superior as paredes dos quartos estão revestidas de mármore azul, assim como o quarto de casal. A sala de jantar com porcelana européia, prata e valiosos cristais, paredes recém-pintadas e partes vivas no interior da casa (moda européia). Na entrada da casa, pode-se ver altos arbustos que escondem a entrada. Um jardim extremamente bem cuidado, muros revestidos com pedras portuguesas brancas e um cofre onde há joias de família extremamente valiosas. Aliás, uma coleção também de selos e moedas avaliadas em 10 milhões (como brinde). OBS: porcelana - 1000.000,00; cristais - 350,000,00;joias - 2.500,000,00.
Equipe: Maria Elieuma, Yandra Milene, Jorge Monteiro.

Para introduzir o tema motivador das quatro unidades do TP3 (tema transversal - trabalho), distribui alguns "flashcards" contendo figuras de pessoas (todas elas exercitando alguma ação), fazendo algumas perguntas e, posteriormente, discussões: - Que figuras são consideradas como trabalho? - Que tipos de trabalho são mais valorizados em sua comunidade? - Que tipos de trabalho são menos valorizados em sua comunidade? A partir das respostas, procurei enfatizar aos professores uma maneira/possibilidade de identificar os conhecimentos prévios dos alunos, e a competência sociocomunicativa.
Passei também a música "Garotos de Aluguel" de Zé Ramalho, com a seguinte indagação: - Garotos de programa ou prostitutas podem ou não ser consideradas profissionais?Por quê? Solicitei que fizessem manuseio do caderno TP3, mostrando a diversidade textual presente nas unidades, em que foram discutidos os textos "A cigarra e as formigas - A formiga boa e a formiga má; Lavadeiras de Moçoró, dentre outros. E uma breve discussão da unidade 10 - TP3.

MOMENTOS DA 3 OFICINA - UNIDADE 11 - TP3

Dando continuidade à oficina nº3 - Tipos Textuais, têm-se os seguintes objetivos:

  • Caracterizar sequências tipológicas descritivas, narrativas, injuntivas, preditivas e dissertativa;
No primeiro momento, foi realizado uma dinãmica(warm-up) para introduzir a lição, cada cursista receberia uma ficha contendo tarefas a serem realizadas, como por exemplo: observar uma foto ( que será dada pelo formador) e descrever a imagem, facultado a narração de uma história; através de uma foto a ser observada, propor algum comando, exemplo: ordenar, convocar; imagine que você seja um vidente, e nesse momento prediga algo passível de crédito.
Feita esta atividade, dividiu-se a turma em grupos, para estudo das seções 1, 2 e 3 da unidade 11, escolhendo uma atividade para ser apresentada.
No segundo momento, distribui o texto 9 - unidade 11 - A PESCA - Affonso Romano de Sant´Anna para que produzissem textos a partir dele:
GRUPO 1 - Prosa Narrativa
GRUPO 2 - Prosa Descritiva
GRUPO 3 - Prosa Injuntiva
GRUPO 4 - Prosa Dissertativa

Grupo 1 - O azul anil do céu, propunha um belo dia para pescaria. Joguei o anzol que, com o barulho na água tirou o silêncio. E em pouco tempo, mergulha na água a agulha vertical, o famoso anzol. A água estava calma, o tempo ensolarado e uma leve camada de espuma provocada pelas marés, cobriam a linha da pequena arma de caça marítima. No meio do silêncio, um belo e enorme peixe. Joguei a âncora, de repente no puxar do peixe, vejo fora d´agua sua enorme garganta rosada. O arranco do anzol provocou um rasgão enorme em sua boca. Depois dessa façanha estava aberta a água, aberta a chaga e aberto o anzol. Saiu estabanado da água o ágil-claro aquelíneo (possivelmente um peixe), terminada a pescaria armei a barraca, preparei o peixe, que por sinal estava ótimo, e na macia areia, curti o belo sol que aquela pesca proporcionara.
Equipe: Elieuma, Jorge, Yandra.

Grupo 2 - Numa linda tarde ensolarada, um simples camponês encontrava-se à beira de um rio de lindas águas azuis com um anzol na mão. O camponês silenciosamente joga o anzol sobre a água, que em alguns segundos desce como uma magia. No mesmo instante, a linha começa a esticar, a esticar e algumas borbulhas começam a subir. O silêncio continua, a agulha penetra na garganta do pobre peixe, atravessa a âncora, o pobre peixe indefeso, não arrisca muito a se movimentar. A boca aberta, com o arranco provocado pelo movimento de retirada do peixe, abre um rasgão na sua garganta. Cada vez mais, o peixe se aproxima da superfície da terra, a água abre-se, e cada vez mais a chaga abre-se justamente com o anzol. O pobre peixe em terra, sem forças sobre a luz do sol que o iluminava, terminava sua vida.
Equipe: Antônia, Maria José e Solange.

No momento de avaliação das oficinas, foi pedido que falassem resumidamente por meio de frases ou palavras, o que achou do encontro. Palavras ditas pelos cursistas: enriquecedor, construtivo, harmonioso, desafiador, proveitoso...




terça-feira, 21 de julho de 2009

Oficina Introdutória



Precisamente no dia 18 de julho de 2009 foi a Abertura Oficial do Programa de Formação Continuada - Gestar II em Santa Cruz-PE, coordenada pelos formadores de Português e de Matemática. Esse primeiro encontro foi no prédio da Escola Municipal Anselmo Cordeiro Guimarães, em que foram convidados todos os professores de português e matemática da rede municipal, e também os professores desta Unidade de Ensino para conhecer o programa. Em seguida, eles iriam planejar suas ações na terceira unidade.
Na oportunidade, a diretora Júlia desejou boas vindas aos novatos, houve recentemente concurso público municipal, e por esse motivo não tinha ainda começado a Formação Continuada - Gestar II. Para dar início ao encontro, foi passado o vídeo "Educação e Vida" para posterior reflexão.
Antes de começar a apresentação do programa, a coordenadora Carmem Irene fez uma dinâmica de "construção de um boneco", para propiciar uma integração maior entre os participantes. Foi dividido a turma em dois grandes grupos. Foram dados os comandos através de fichas contendo o nome de cada parte/membro do corpo humano, a ser distribuido a cada componente do grupo. Cada cursista desenhou e colou sua parte na cartolina, montando o seu boneco. Nesse momento, foram feitas as devidas reflexões acerca da construção do mesmo, com as seguintes perguntas: Como vocês construiram o boneco? Existiu ou não interação entre o grupo? Construíram individualmente, cada qual a sua maneira? Houve harmonia entre os participantes? Embora o propósito do aplicador da dinâmica tenha sido voltado à reflexão do individualismo ou não na prática docente, possibilitou mesmo assim, uma visão crítica e positiva dos participantes, pois em meio a discussão houve posicionamento de que as diferenças no âmbito de trabalho existem, mas que todos caminham juntos no propósito maior, de oferecer aos discentes melhoria na educação.
Logo após, foi passado os slides do histórico do Gestar, os objetivos... A cada slide passado foram feitas intervenções pelos professores para sanar as possíveis dúvidas. Após esse momento, foi dado uma pausa para o "coffee break"; em seguida, a representante da Secretaria de Educação do Município, Graça Menezes, proferiu um discurso de motivação e incentivo aos professores para esse curso, desejando bons estudos e sucesso.
Dando continuidade, foi passado outro slide contendo a sistemática do curso/ementa das disciplinas de português e matemática. Houve participação dos presentes e questionamentos acerca da possibilidade da carga horária do curso ser ampliado em mais 60 horas para que este seja aprovado como uma pós-graduação. Requisitaram também um incentivo/ajuda de custo.
Para finalizar o encontro, entregamos o material (fascículos - TPs, AAAs) aos professores e uma atividade da página 13 do guia geral, para explorar as expectativas individuais quanto ao programa de formação continuada, e em que ele pode ajudar na sua formação como educador.
Concluimos os trabalhos do dia com a certeza de tarefa cumprida e motivados para o próximo encontro.
Os cursistas demonstraram interesse pelo curso, e até propuseram encontros coletivos para planejarem suas atividades em sala de aula.
Eis algumas colocações dos cursistas:

"Espero que esse programa contribua na minha formação e na prática em sala de aula, de forma que ofereça soluções para tantas dificuldades dos alunos em desenvolver a habilidade da leitura, escrita e interpretação de textos"

"Espero que esse programa forneça muitos subsídios na interligação teoria e prática dos envolvidos, com dinamismo e aprendizagem"

"Melhoria na qualidade de ensino-aprendizagem"

"Com certeza vai melhorar, vou poder crescer com os meus alunos, levar novas experiências, e ter mais rendimento escolar em minhas turmas"

"Descobrir novas maneiras de se trabalhar matemática na sala de aula"

"Ampliar meus conhecimentos, proporcionando maior possibilidade de desenvolver um trabalho positivo. Contribuindo assim, para ampliar a visão de mundo dos educandos e suas habilidades"

"No crescimento profissional e na atualização de conhecimentos a serem trabalhados em sala de aula"

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS:
`A Gestora do Município, Eliane Soares; à Secretaria de Educação: Francisca Timóteo (Secretária), Nazarete Guimarães (Apoio Administrativo), Graça Menezes (Assessora da Secretária), Gracinha, Maciel e Júlia, pelo apoio que estão nos dando e por acreditar em nosso trabalho.